Guarulhos tem uma identidade própria que muita gente de fora não percebe logo de cara. A segunda maior cidade do Estado de São Paulo não é apenas o município que abriga o aeroporto internacional mais movimentado do hemisfério sul. É também uma cidade de bairros consolidados, clima agradável de altitude, feiras de fim de semana animadas e uma gastronomia de raiz nordestina e nordeste-paulistana que faz qualquer passeio virar um programa completo. O Parque Flamengo, em especial, carrega esse espírito de bairro residencial tranquilo, onde as crianças ainda brincam na calçada à tarde e os vizinhos se conhecem de nome.
Mas morar bem no interior da Grande São Paulo tem o seu custo. Com três aparelhos de ar-condicionado para enfrentar os verões quentes de Guarulhos e o ritmo intenso de uma casa movimentada, o consumo médio mensal desta residência chegava a 950 kWh mensais. As faturas da EDP Bandeirante chegavam salgadas — e continuavam subindo.
A decisão de migrar para energia solar própria foi natural. O desafio, porém, era menos simples do que parecia: o único telhado disponível para a instalação dos painéis tinha 16 placas para encaixar e apenas metade do espaço voltada para o norte, que é a face com maior aproveitamento solar no hemisfério sul. A outra metade — exatamente 8 painéis — precisou ser instalada na face voltada para o sul. Uma situação que, em sistemas convencionais de string, geraria perdas consideráveis de geração. Com a tecnologia certa, porém, o que parecia um empecilho virou um projeto de 9,44 kWp funcionando com excelência.
Confira as especificações técnicas completas do sistema fotovoltaico instalado no Parque Flamengo, Guarulhos:
| Componente / Especificação | Detalhes do Projeto |
|---|---|
| Potência Total Instalada | 9,44 kWp (quilowatts-pico) |
| Módulos Fotovoltaicos | 16x DM590M10T Bifacial 590W N-Type TopCon (8 norte + 8 sul) |
| Inversores do Sistema | 4x Microinversores Hoymiles HMS-1800-4T (Saída nominal total consolidada em 7,2 kW) |
| Geração Média Estimada | ~1.030 kWh / mês (12.360 kWh / ano) |
| Consumo Médio da Residência | 950 kWh / mês (incluindo 3 ar-condicionados de 9.000 BTU) |
| Investimento Total Realizado | R$ 24.399,00 |
| Tipo de Cobertura | Telha Cerâmica de Concreto (8 módulos voltados ao Norte, 8 ao Sul) |
| Concessionária de Energia | EDP Bandeirante – Guarulhos/SP |
| Prazo Total da Obra | 35 dias (da vistoria técnica à homologação comercial) |
| Data de Homologação | Janeiro de 2024 |
A Região Metropolitana de São Paulo, onde Guarulhos está inserida, recebe uma irradiação solar média de 4,37 kWh/m²/dia de acordo com os dados do atlas disponibilizado pelo CRESESB. Para efeito comparativo, esse número está muito acima de países europeus como Alemanha (2,9 kWh/m²/dia) e Portugal (4,7 kWh/m²/dia) que são referências mundiais em instalações solares. O sol de Guarulhos, portanto, é um ativo real e valorizado.
A tarifa praticada pela distribuidora EDP Bandeirante na cidade gira em torno de R$ 0,88 por kWh, conforme regulamentação da ANEEL que supervisiona periodicamente as revisões tarifárias das concessões. Com consumo de 950 kWh mensais — impulsionado pelo calor dos verões e pelos três aparelhos de ar-condicionado —, a conta de energia era um peso mensal considerável.
O projeto de engenharia da Imperio Solar se deparou com uma limitação arquitetônica real: o telhado disponível era único e não havia alternativa de posicionamento. Das 16 placas projetadas, 8 precisaram ser fixadas na face sul do telhado cerâmico de concreto. Em um sistema convencional de inversores string, essa configuração seria um problema grave. Quando módulos de orientações opostas (norte e sul) são ligados em série no mesmo inversor, a corrente gerada pelo lado com menor exposição ao sol limita o desempenho de todo o grupo. É como espremer uma mangueira: a restrição em um ponto compromete o fluxo inteiro. Mas a solução adotada mudou completamente essa lógica.
Para entender como superar esse obstáculo, confira a Lei 14.300 que ampara tecnicamente o sistema de compensação de créditos energéticos que torna viável qualquer orientação de telhado no Brasil.
A chave para transformar um telhado dividido entre norte e sul em uma usina eficiente foi o uso de projetos com microinversores.
A usina foi montada com 16 módulos bifaciais DM590M10T de 590W N-Type TopCon. A tecnologia bifacial destes painéis é importante especialmente para os módulos do lado sul: ao captar a luz difusa e o reflexo do céu pela face traseira além da radiação direta na frontal, eles compensam parte da perda de irradiação que a orientação sul naturalmente impõe. O N-Type TopCon assegura baixíssima degradação ao longo dos anos e excelente comportamento em dias de temperatura elevada.
Mas o grande diferencial do projeto foram os 4 microinversores Hoymiles HMS-1800-4T. Este modelo tem 4 entradas MPPT independentes, gerenciando cada painel individualmente. Isso significa que os 8 módulos da face norte e os 8 módulos da face sul operam em circuitos elétricos completamente separados, cada grupo no seu próprio ponto de máxima potência. O desempenho reduzido dos painéis sul não afeta absolutamente nada o rendimento dos painéis norte. São como duas usinas autônomas coexistindo na mesma cobertura.
O resultado prático: um sistema que, na teoria convencional seria penalizado por até 30% na geração dos painéis sul, na arquitetura com microinversores entrega geração otimizada em todos os 16 módulos — com o bonus de segurança operacional, já que toda a tensão contínua no telhado é de baixa voltagem (abaixo de 60V CC), minimizando riscos elétricos.
É comum ouvir de proprietários que telhados com face sul são inviáveis para energia solar. Isso é verdade num contexto de inversores string. A realidade com microinversores é diferente. Veja a comparação:
| Situação Real | Com Inversor String | Com Microinversor Hoymiles HMS |
|---|---|---|
| 8 placas ao norte, 8 ao sul | Módulos do mesmo grupo interferem uns nos outros – perda de até 30% | Cada painel opera independente – perdas apenas proporcionais à irradiação da face |
| Monitoramento individual | Impossível detectar problema em placa específica | Leitura individual de cada módulo pelo aplicativo |
| Expansão futura | Limita adição de mais painéis sem troca do inversor | Simples: adiciona microinversor e painel sem interferir no restante |
| Segurança patrimonial | Alta tensão contínua no telhado (até 1.000V CC) | Baixa tensão (< 60V CC) no telhado, muito mais seguro |
| Garantia do equipamento | 5 anos padrão | 12 a 25 anos (padrão Hoymiles) |
A EDP Bandeirante pratica atualmente uma tarifa média de R$ 0,88 por kWh na região de Guarulhos, conforme parâmetros homologados pela ANEEL. Com geração média de 1.030 kWh mensais, os números financeiros do sistema solar são:
Após os primeiros 27 meses, a usina opera a custo zero por mais de duas décadas, e toda economia gerada vira ganho líquido mensal para o orçamento doméstico. Os créditos energéticos acumulados nos meses de maior geração são descontados nas faturas dos meses seguintes, conforme regulamentação do sistema de compensação.
O diferencial do microinversor Hoymiles HMS-1800-4T vai além da geração. Com o aplicativo S-Miles Cloud, o proprietário acompanha em tempo real o desempenho individual de cada uma das 16 placas solares — tanto as do lado norte quanto as do lado sul.
Conheça os principais recursos do seu painel de monitoramento inteligente para gerenciar sua produção solar em tempo real.
Barra de navegação entre Painel de Controle, Layout, Dispositivos e Configurações.
Produção do sistema em tempo real em quilowatts (kW).
Resumo do desempenho do sistema.
Status da planta, que mostra o status do sistema e da rede.
Informações do sistema e pessoais.
Relatório de desempenho do sistema para vários períodos.
Métricas financeiras e ambientais do sistema.
Comparação da produção diária. Mostra a diferença na produção de um dia para o outro.
O histórico de geração mensal registrado pelo sistema confirma a performance regular e estável da usina, mesmo com a divisão das orientações do telhado.
A geração de 12.360 kWh por ano tem consequências ecológicas mensuráveis. Confira o impacto anual deste projeto na qualidade do ar e no meio ambiente:
Fato sustentável: Segundo a ABSOLAR, a geração distribuída residencial reduz a sobrecarga sobre a rede de distribuição local, aumentando a estabilidade de tensão nos horários de pico do bairro — ou seja, seu sistema solar não só economiza na sua conta, como também melhora o fornecimento de energia para os seus vizinhos.
A execução do projeto em telhado cerâmico de concreto com orientações duplas foi organizada com precisão em 35 dias de trabalho:
Engenharia avalia a estrutura do telhado cerâmico de concreto, mapeia as áreas norte e sul disponíveis e define o posicionamento ótimo dos 16 módulos bifaciais.
Elaboração do diagrama elétrico unifilar levando em conta os dois grupos de painéis e protocolamento do processo de acesso perante a concessionária local.
Parecer de acesso aprovado pela distribuidora EDP. Equipamentos — 16 módulos DM590M10T e 4 microinversores Hoymiles HMS-1800-4T — enviados para a residência no Parque Flamengo.
Fixação dos ganchos estruturais nas vigas, assentamento dos trilhos de alumínio e encaixe dos 8 módulos norte e 8 módulos sul. Conexão dos microinversores Hoymiles HMS e do quadro de proteção elétrica.
Inspeção técnica in loco pelos técnicos da distribuidora, troca física do relógio de medição por medidor bidirecional e início oficial da contagem de créditos elétricos.
Esta usina fotovoltaica residencial de 9,44 kWp instalada no Parque Flamengo, Guarulhos/SP, representa um caso técnico de grande relevância: demonstra que a orientação sul do telhado, frequentemente citada como obstáculo intransponível para energia solar, pode ser neutralizada com o uso inteligente de microinversores com entradas MPPT independentes.
A combinação dos módulos bifaciais DM590M10T N-Type TopCon — que captam luz tanto pela face frontal quanto pelo reflexo na traseira — com os microinversores Hoymiles HMS-1800-4T, que isolam eletricamente cada painel em seu próprio ponto de máxima potência, resultou em uma planta de 9,44 kWp operando com eficiência real e previsível.
Com produção estimada de 12.360 kWh anuais e economia superior a R$ 10.870,00 por ano, o payback de 2,24 anos valida a viabilidade técnica e financeira da instalação, protegendo a residência contra os reajustes tarifários futuros da EDP Bandeirante.
Não descarte o projeto solar por causa da orientação do telhado. Solicite um estudo de viabilidade gratuito e descubra como a tecnologia de microinversores resolve o que parece impossível.
Em um sistema com inversor string convencional, painéis com orientações diferentes ligados em série se prejudicam mutuamente. No projeto cada módulo opera conectado a uma entrada MPPT individual do microinversor Hoymiles HMS-1800-4T. Os 8 painéis sul têm sua própria curva de operação otimizada, completamente independente dos 8 painéis norte. Isso elimina a interferência entre grupos e maximiza a geração de cada módulo individualmente.
Os módulos bifaciais captam radiação solar tanto pela face frontal exposta ao sol quanto pela face traseira, que aproveita a luz refletida pelo próprio telhado e pelo ambiente. Para os painéis instalados no lado sul — que recebem radiação direta reduzida — a face traseira ajuda a compensar parte da diferença de geração, tornando o módulo bifacial especialmente vantajoso neste tipo de instalação.
Com geração média de 1.030 kWh/mês e tarifa EDP Bandeirante de R$ 0,88/kWh, a economia mensal é de aproximadamente R$ 906,40 e a economia anual supera R$ 10.870,00. O investimento de R$ 24.399,00 tem payback estimado de 2,24 anos (cerca de 27 meses), com retorno financeiro líquido pelos próximos 20+ anos de vida útil do sistema.
Sim. A EDP Bandeirante opera o sistema de compensação de energia regulamentado pela Resolução Normativa da ANEEL e agora respaldado pela Lei 14.300. Os excedentes de geração solar são injetados na rede local, transformados em créditos com validade de 60 meses, e descontados automaticamente nas próximas faturas mensais.
Do início do processo de engenharia e protocolo junto à EDP Bandeirante até a instalação física, vistoria in loco e troca do medidor bidirecional, o projeto foi concluído em 35 dias. A partir do acionamento comercial, o relógio de energia passou a contabilizar os créditos solares gerados diariamente.
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